Visão geral do sistema operacional Linux – 1

O sistema operacional Linux é composto por três partes e por isso dividirei este post também em 3 partes

  • Kernel.
  • Aplicações de Sistema.
  • Aplicações de Usuário.

O kernel do Linux

O kernel é o coração do Linux, ele é responsável por funções como gerenciamento de memória e processos da CPU. Ele também é o suporte aos dispositivos conectados ao computador como as placas de rede, som, portas seriais, além de também fazer o gerenciamento de arquivos. Enfim ele é mesmo o “núcleo” do sistema.

O Linux se constitui no conjunto do kernel e demais programas, como bibliotecas, compiladores, etc. Deve-se ter cuidado ao instalar o Linux, porque o kernel possui um número de versão e a sua distribuição pode possuir outro. O número que identifica a versão da distribuição é decidido pela empresa responsável pela versão, de acordo com padrões próprios. Já o kernel possui um número de versão composto por 3 partes: um número maior, um número menor e um número de release, e este número é dado pelo grupo de programadores que cuidam do desenvolvimento do kernel. O número de série do seu kernel pode ser facilmente identificado digitando-se no prompt o comando uname -r como no exemplo abaixo:

# uname -r 2.6.4-52200cl

O exemplo diz que este kernel pertence a quarta release da série 2.6. Em alguns casos é adicionado também um número que identifica uma compilação feita por uma determinada distribuição (52200cl no exemplo, ou seja 48932ª compilação da distribuição Conectiva Linux. O número menor é particularmente importante, pois números pares identificam versões de kernel testadas e consideradas estáveis, enquanto que números ímpares identificam versões de desenvolvimento, onde novos recursos estão sendo testados.

O kernel do Linux pode ser compilado para se adequar melhor ao tipo de máquina e ao tipo de tarefa que essa máquina vai executar. Por exemplo, se o servidor precisa se comunicar com outras máquinas usando o protocolo IPX, o administrador poderá compilar o kernel com suporte a esse protocolo, ou, se não houver necessidade de usar um determinado tipo de placa de rede, é possível compilar o kernel sem suporte a essa placa, resultando assim em um kernel de menor tamanho.

Exitem vários pacotes de distribuição no mercado cujo o kernel foi compilado para atender os mais diversos tipos de necessidades e de máquinas, além do mais, é possível incluir novos recursos sem a necessidade de compilar novamente o kernel, através do uso de módulos. O processo de compilação de um kernel não é muito simples e é recomendado apenas a administradores de sistemas mais experientes.

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